sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A luta pelo Direito: O Estado Brasileiro

Rudolf Von Ihering



"Cada Estado pune mais severamente aqueles crimes que mais ameaçam a sua própria condição de existência, enquanto ele permite que uma moderação exista em relação a outros crimes que, muitas vezes, apresentam um grande contraste em termos da severidade em comparação. Resumindo, a reação do sentimento de direito legal, de Estados e de indivíduos, é mais violenta quando eles se sentem ameaçados em condições de existência peculiares a eles." - Rudolf Von Ihering.

Trazendo estas colocações para a realidade Brasileira, compreendo que seja o Estado o nosso maior bandido atualmente e, quanto aos meros infratores, transgressores, marginais e meliantes da lei, são eles, os Soldados encarregados de assegurar o terror, o pânico, o caos social e acima de tudo: o individualismo popular, tido pela falta de um elemento maior, um alguém em quem acreditar (seja ele: o Estado, o seu próximo da sua comunidade, família, justiça, enfim).

E assim, a alegoria do Estado segue a sua encenação diária. A população clama por justiça e segurança, mas seu é grito disperso, longe de ser bradado de forma uníssona apelas gargantas que já estão semi esganadas e prontas para serem sufocadas pela corta estatal que os dependura lentamente, estrinchando o corpo sem vitalidade ou, a lâmina de uma faca de qualquer soldado do Estado em alguma esquina à espreita, pronto para dar o bote e levar consigo mais uma vida.

O show não pode parar. E a cada gota de sangue que escorre ao meio fio, o poderoso Estado surge como a esperança para todos os males. Mas que esperança é essa, sendo que o nosso grandioso ESTADO BRASILEIRO preferiu seguir seu curso como um Estado NÃO-IDEOLÓGICO?

E sentimos diariamente a falta de uma ideologia, sentimos diariamente essa mistura de culturas. Culturas? - não, existe a priori valores axiológicos que dão grau a uma cultura e certamente, o que há neste país foge à regra, subvertem os princípios que até ontem (talvez, se considerarmos o ontem à 100 anos atrás) - eram cumpridos pelo cidadão que, na falta de um ideal e que, na falta de um Estado forte, união-se como cidadãos e lutavam por melhorias imediatas por toda uma nação.

E porque esta luta que se deu ontem, não se faz mais hoje? será que os meios atuais são mais difíceis? - creio que a maior dificuldade atualmente é fazer-se reconhecer o valor de um cidadão, a grandeza de cada um, no seu íntimo individual compreendendo que: se unidos, cada um com suas qualidades, que importará os detalhes peculiares de cada geração ou de cada tribo, se assim quiser chamar, se a essência for tida por um fim salutar à pátria?

Resta-nos a esperança, mas não acomodados. Devemos ir a lutar, brandir a espada e desferir gradualmente os golpes no mal que nos afronta. Prontamente, antes de qualquer passo, devemos compreender as palavras de Rudolf Von Ihering que, certamente, nossos antepassados morais a tomaram por princípio: "A quantidade de energia com que se reage a uma lesão ao direito legal é, em meus olhos, uma forma certa de medir a importância que indivíduos, uma classe ou um povo realmente dão à lei em geral e a uma parte específica dela."

Quanto você tem se importado com as leis? Quais sacrifícios tem feito para manter-se moralmente íntegro, visando ser o exemplo àquele que padece de uma boa instrução e deveras, é o primeiro a ser açoitado pelo Estado opressor?

REFLITA, LUTE, UNA-SE!

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