sábado, 5 de outubro de 2013

"ESTUDANTES E REVOLUCIONÁRIOS"



Eles podem gritar; Eles podem se manifestar; Eles podem depredar; Eles podem pichar; Eles podem VANDALIZAR (...)

E Eles podem porque estão exercendo "SEU DIREITO DE LIBERDADE".. Comparar essa gente com ESTUDANTE, é, no mínimo, uma Ofensa aos nobres estudantes que tanto se sacrificam para atingir o seu objetivo.

Estes "estudantes" da imagem deveriam ser presos; Estes "estudantes" deveriam ser expulsos da universidade. Mas aí daquele que encostar a mão nestes "REVOLUCIONÁRIOS" do século 21. Aí de quem, EDUCADAMENTE, pedir para que eles voltem para sua rotina normal de estudos (se é que algum dia tiveram..) .. Pobre do Homem médio que exercer um diálogo pacifista com esta tribo.

Já dizia o Clichê: "contra fatos não há argumentos" para casos assim, a Polícia é o remédio. O Poder de repressão é o remédio. Dizem que o gigante despertou, e isso explica a síndrome do revolucionário intolerante. Mas acho que este "gigante" passou tempo demais dormindo, e se esqueceu de aprender a ser Civilizado. Esqueceu dos seus Deveres e Obrigações, quem dirá dos Estudos.

Nosso gigante não passa de um aglomerado de pessoas ignorantes em estado de Letargia - ou seja - ainda permanecem em sonolência profunda e mórbida da terrível ignorância humana!

sábado, 7 de setembro de 2013

Independente do Brasileiro

 Independente do Brasileiro acredita que foi o povo quem derrubou da "Ditadura" Brasileira. Independente do Brasileiro crer que o povo sempre conseguiu algo de melhor, por meio de revolta e quebra-quebra. Independente do Brasileiro, realmente, se achar esperto, ele não lê!  pois se tivessem o mínimo de educação, saberiam que todas as revoltas e insurreições, no Brasil Colônia e Brasil Império, e quem dirá dos motins, rebeliões e pequenas revoltas ocorridas no Brasil República, foram, PRONTAMENTE, contidas a Ferro, Fogo e muita Pólvora!

De fato, Independente do Brasileiro não saber que, certa vez, o Povo dormiu monarca e acordou republicano. E que o todo poderoso e divino, e cheio de garbo, o Rei, Dom Pedro II foi deposto e no Lugar dele assumiu um outro, até então, EX-MONARCA e Militar conspirador, O ilustre Marechal Teodoro da Fonseca.

Se não for uma falsa percepção minha, acho que o Povo, àquele mesmo que dormia enquanto a monarquia era deposta pelo seleto grupo da Elite Brasileira, ainda continua dormindo. E tal sono é tão profundo em berço esplêndido, que se quer sabem que o país tem uma Mulher como chefe de Governo e que, por mero capricho, flexionou o substantivo e criou a sua patente pessoal, ou melhor, sua "PATENTA" - já que ela é a nossa "PRESIDENTA"..

Pois é, pois é.. e para não concluir, o Povo passou se quer sabe que já estamos na nossa sétima tentativa de ter uma Constituição Federal. Pois é, e esta última promulgada em 1988 teve PARTICIPAÇÃO DIRETA DO POVO!!! (O quê? Não teve? Como assim?) ...

Caros compatriotas, o Brasil desde que fora colonizado pelos Europeus jamais teve uma participação Direta, Efetiva ou Revolucionária do Povo, para mudar qualquer cenário do país. E digo mais, todos os movimentos revolucionários, insurgentes, motins, etc etc nunca deram certo por conta da falta de Organização entre os membros, divisão hierarquica separando as devidas funções de quem manda e quem obedece e, o principal, um Ideal forte e bom para todos.

Portanto, meus amigos, não despertem nesta manhã de sábado, dia 07 de Setembro para promoverem o que será o maior espetáculo gratuito de desordem e falta de ideal. Acreditem, continuem dormindo. Do contrário, sejam naturais, despertem como uma criança que, ao abrir os olhos, chora pedindo alimento - pois sente fome. Faço meus sinceros votos de que esta fome seja de EDUCAÇÃO, VISANDO SUBJETIVAMENTE À MORAL, E OBJETIVAMENTE À ÉTICA! 

Mas Independente do Brasileiro viver em meio a tanta desigualdade material, o que faz de nós iguais ou desiguais, perante os nossos representantes, não é a Roupa que vestimos, nem a posição social e muito menos a falácia da "União faz a força" - simbolizada por um aglomerado de cabeças que se quer usam 10% da sua cabeça animal (como diria o velho Raul Seixas em sua música Ouro de Tolo) - muito pelo contrário, a verdadeira igualdade consiste em podermos revolucionar a nossa mente, de acordo com a potencialidade de cada um, e, no momento certo, associarmos toda a nossa sabedoria criando a Figura daquele que será o resultado de cada um de nós, fruto da nossa razão: O NOSSO REPRESENTANTE POLÍTICO, ELEITO DE FATO POR UMA MAIORIA DEMOCRÁTICA!




Moral da História: Quando a revolução inicia-se no campo das ideias, as transformações materiais se dão pela força transformadora da Natureza. Por que o máximo, nos já fizemos!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ordem e Progresso: uma dica para o Protesto



Caros leitores,
que tal uma dica para realizar um protesto democraticamente inteligente e eficiente?
Que tal abrir um livro de:


 História/sociologia/filosofia/literatura estrangeira ou similares, e passar o final de semana/semana/mês/ano/anos lendo e lendo; para que, num futuro próximo, todos nós tenhamos um nível intelectual coeso capaz de nos unir num só ideal, numa só bandeira.


A verdadeira revolução começa em nossa mente; somente a busca pelo conhecimento transforma a realidade de uma nação. Há mais força num ideal bem escrito, apresentado e discursado para um todo, que um todo unido pela força uníssona de um grito de revolta, e um mover de mãos que rasgam as folhas que permanecem em branco (...)

Estes protestos que estão eclodindo Brasil a fora não levarão o país para lugar algum; e sabem por quê? Por que a maioria não sabe o porquê protesta; ou, quando sabem sabem de menos.

Num geral, o que vejo é uma Bandeira Azul aqui, uma Amarela ali, uma Verde acolá e uma pequena minoria Branca, acá. Sendo que todas estas cores deveriam estar únidas num só ideal. Sem DEMAGOGIA, com DEMOCRACIA; sem LIBERTINAGEM, com LIBERDADE; sem SENSACIONALISMO, com PATRIOTISMO!

sábado, 15 de junho de 2013

Refletindo sobre os protestos em SP (...) - Parte 2.




A mídia sensacionalista Brasileira tem lançado, incansavelmente, notícias que colocam a Polícia Militar do Estado de SP como os algozes de toda história, ao passo que, aos manifestantes, restou o papel principal de vítimas da opressão do Estado.

À respeito disso, gostaria de fazer algumas considerações:

1 - Sobre os manifestantes (...)
Só o fato de estarem barrando uma via pública que, de quebra, é uma das principais da cidade de SP, já é um ato de Vandalismo e falta de respeito com o Direito do próximo. Podem até usar o bordão de que são membros de um movimento que está lutando por melhorias no transporte público etc, mas o fato é que, até para se fazer uma passeata/protesto exige-se o mínimo de civilidade para que a mensagem seja passada com clareza para a população.

2 - Com relação à atitude (REAÇÃO) da Polícia militar (...)
Não há outro meio de conter uma massa inflamada por uma ideologia de natureza totalitária (socialista/comunista) senão a coerção necessária que fora utilizada. Tais manifestantes contidos (dispersados) pela polícia desconhecem, de pleno, a palavra Democracia. Usam, eles, de subterfúgios e argumentos Demagógicos ao relatar os fatos - ou seja - meros engodos que, quando associados ao caos, os exaltam perante a mídia tendenciosa que distorce o verdadeiro teor da fonte primária da causa.

A falta de vergonha na cara é tamanha que, lançaram uma nota que, resumidamente, diz: "Na democracia, nada mudou. Continuamos apanhando da Força Pública, assim como era na Ditadura." eis aqui o exemplo  prático do supracitado argumento demagógico e subterfúgio verborrágico. Ao douto protestante que vociferou tais palavras, Eu  pergunto: e o pensamento seu pensamento, mudou em alguma coisa? pelo que vejo, e é bem verdade, nada mudou; pois até mesmo suas ações remontam-se de tempos pretéritos; tempos estes em que, o Terror socialista, implacavelmente, atacava o seio social.

Para não concluir,segue o simples raciocínio de que, onde houver desordem, haverá a necessidade de impor a Ordem (lembrando que, o poder Coercitivo é pertencente ao Estado. Lembrando também que, pelo modelinho de contrato social, nós, cidadãos, doamos parte de nossa liberdade para que ele, o Estado, garanta-nos a segurança e nossos Direitos). Portanto, é básico dizer que, se querem realmente mudar algo neste país, comecem Estudando, lendo bastante e compreendendo que, o Progresso de uma nação, só é atingindo através da Ordem!

ORDEM E PROGRESSO - ABAIXO AO SOCIALISMO CULTURAL!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Refletindo sobre os protestos em SP (...)






Uma coisa me intriga: transformam SP numa Bagdá por causa de 0,20 centavos. Tudo bem, não importa o quão ínfima é a quantia, entretanto, pensando pelo lado racional - Por que não protestam desta maneira, aos moldes socialistas anos 50 (como querem retratar), contra questões de grande relevância social?

Fomos roubados pelo PT e ainda somos; o PSDB comanda o gov.SP perpetuamente; enfim, só nestes dois exemplos, já temos um caso muito simples de desrespeito ao cumprimento do Princípio da Alternância dos Poderes. Ademais, podemos falar de algo mais recente, a tal da PEC 37 que, se aprovada, será o maior exemplo de impunidade, um verdadeiro golpe de Estado Legal contra a justiça Brasileira.

O direito de protestar é Constitucionalmente protegido. No entanto, percebo que - neste caso de SP - está havendo uma grande distância entre o estrito cumprimento de um direito, e a compreensão de como coloca-lo em prática, sem ferir o Direito do próximo e a Ordem social.

Com relação a polícia, sinto muito, mas quando há arruaça, são eles que terão que restabelecer a ordem. Podem até falar que os atos de vandalismo foram casos paralelos, mas o fato é que, bloquear uma avenida principal, já é um ato de vandalismo, por mais inconsciente que seja; e fere o Direito de Ir e Vir (tão falado na mídia) do cidadão.

Já que querem ser revolucionários, já que querem mostrar que são Marxistas, revoltosos que levantam da poltrona e vão para as ruas, por que não invadem o gabinete do governador? à assembleia legislativa? à prefeitura? à câmara municipal de SP? Claro, estarão sendo vandalos do mesmo jeito, mas porque será que não atacam diretamente tais locais?.Enfim, infelizmente,  a realidade é que muitos ali querem apenas se promover.. Muito em breve os cabeças deste movimento estarão fazendo parte de algum partido político de esquerda..

Eu não vejo causa alguma neste protesto, apenas uma fachada ideológica que surgiu de momento para atrair a atenção do público. Tenho certeza que, muito em breve, surgirá alguma notícia bombástica, algo que ocorrerá silenciosamente, em meio as sombras que marcam o chão da avenida paulista, em meio aos gritos da massa revoltosa que atrai a atenção de uma população tão distraída.

Olhem lá se não for a PEC 37.. olhem lá! ..

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Manifesto em prol ao Casamento Homoafetivo





Sou hétero, e compreendo que o casamento simboliza o ato primeiro da humanidade rumo ao progresso moral; este celebra o princípio da solidariedade fraternal, ou seja, a união verdadeira que traduz o sentimento indefinido por palavras, o amor, que se revela pela convivência harmônica do casal; e isto é independente de sua orientação sexual, religiosa, ideológica etc. Pois o amor é um sentimento que atinge a todas as raças do mundo animal, seja ele: racional, ou não.

Negar um Direito inerente a natureza do ser humano é retroceder ao primitivismo, é rebaixar o homem social abaixo de certos animais que são exemplos de uniões constantes celebradas através do instinto irracional - contrário ao amor humano pelo humano. Com dito, o homem, sendo um ser social, é natural que haja um princípio dual em seu íntimo; me refiro ao seu instinto sexual, aquele capaz de aproxima-lo ao animal irracional - entretanto, há também de natural a sua pessoa a racionalidade que rompe com a efemeridade dos prazeres carnais em face do ânimo puro que é o encontro de duas almas dispostas a constituírem uma família. Isto sem duvida me parece muito certo e está de acordo com a ordem natural da evolução da humanidade.

Não gostaria de adentrar em conceitos dogmáticos existentes na sociedade, fruto das tradições religiosas que se apegarem aos estudos de escrituras arcaícas que muito tem a dizer, porém, sem clareza suficiente para que o homem possa toma-la em sua pureza. O mero esforço que fora feito ao longo dos séculos, a tentativa de interpretar textos que supostamente tenham sido escritos por uma divindade superior deveras causaram mais desencontros que encontros. Em outras palavras, mais destruiu, que construiu.

Sendo a função do homem o progresso, frizo apenas um único argumento para tentar desvencilhar qualquer tentativa de contrariar a ideia da união homoafetiva por meio de argumentos dogmáticos feito pelo homem ao seu mero gozo intelectivo: se Deus, segundo a escritura bíblica, disse que o homem nasceu para a mulher e a mesma para ele, é certo afirmar que se trata do princípio da continuidade da raça humana. Há também a ideia que está contida na escritura de que "os afeminados não adentrarão ao reino dos céus. Mas quem escreveu isso? Deus? Se bem me lembro, ao longo da nossa história, a igreja com sua vaidade muito peculiar em tempos arcaicos, reformulou as escrituras ao seu bel prazer no intuito de manter a unidade social/educacional e também o poder político em suas mãos - tudo em prol do poder.

Portanto, não tenho receio de me equivocar ao dizer que a bíblia, assim como as constituições federais que conhecemos nos moldes da nossa atualidade, sofreu, ao longo do tempo, modificações tidas como "necessárias" por aqueles que a detiveram como um instrumento de centralização do poder. O que podemos então concluir de tudo isso, de maneira que possamos associar, o social evolutivo, ao dogma conservador do passado arraigado na cultura das nações? - peguemos o princípio que se faz vivo em toda sociedade que caminha rumo à evolução moral, bem como, está inerente as escrituras filosóficas das religiões: o princípio do amor, da união e do respeito ao próximo.

Encarando estas três palavras (amor, união e respeito) como a norma máxima para o convívio social, certamente haverá o entendimento de que o preconceito nasce a partir do momento em que não aceitamos o nosso próximo da maneira em que ele se representa ao mundo - identico a mim (como ser humano) diferente apenas em suas escolhas, que no final, não interferem no meu Direito. Um casal homossexual não interfere em nada na evolução social, muito pelo contrário, ele atinge uma evolução pessoal, se igualando a normalidade presente desde o princípio aos que são héteros. Devemos pensar no amor, devemos crer que está união homoafetiva representa o rompimento do barbarismo da humanidade. Muitos héteros vivem pelo sexo, pelo prazer, pelo o que é mundano e efêmero, esquecendo-se do amor, do respeito e da união fraternal que é o primeiro passo para a constituição de uma família.

E este mal causado, no mais das vezes, geram inocentes que nascem de aventuras sexuais e que, no final, acabam sendo abandonados em orfanatos, e na pior das hipóteses, abandonados em qualquer lugar, longe da segurança, ou abortados antes mesmo de se formarem no reino da vida intra-uterina. Estamos na era de quebrar com os preconceitos, dar oportunidades de novas famílias ressurgirem em meio as desgraças que se abatem.

Devemos ter a certeza de que estamos agindo de acordo com a sabedoria que nos move em direção a paz social surge quando há superação mutua na missão de quebrar os tabus que se arrastam à margem da sombra da Evolução que desperta no horizonte, nos chamando para avançar; assim como o sol que rompe por detrás da imensidão das montanhas, num amanhecer celestial que anuncia a chegada de um Novo dia. Um novo dia para superarmos nossos preconceitos e pensarmos na vida, no amor e na paz da nossa sociedade.

terça-feira, 26 de março de 2013

Estado de Necessidade Social: a sociedade vítima do crime





Será que os Bandidos, agindo de maneira OSTENSIVA contra a sociedade, não estariam infringindo os Direitos Fundamentais? Por que será que somente a polícia é quem viola os Direitos Fundamentais (na visão demagógica sensacionalista da imprensa) quando age ostensivamente contra o crime, e não o contrário?

Quem são os verdadeiros humanos nesta história? ou melhor, quem são os titulares de tais direitos? - ao que parece, são assegurados a todos; porém, há de se levar em conta o velho princípio de que: O seu Direito termina a partir do momento em que fere o meu Direito (...)

Portanto, se algum cidadão se desigualar fugindo dos parâmetros de conduta e, de tal maneira, colocar o Meu, o seu ou o direito de quem for em risco, é aceitável a violação dos direitos fundamentais daquele indivíduo que transgride a lei na medida em que ele ameaça a vida de terceiros, para assegurar o êxito da sua delinquência (sua fuga).

Opera-se aí o ESTADO DE NECESSIDADE da sociedade. Elimina-se uma vida para salvaguardar de perigo atual quem não tenha provocado por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se.

Podem alegar que não se pode considerar em Estado de Necessidade quem tenha o dever de enfrentar o perigo. Sim, a polícia tem este dever. Entretanto, a sociedade não é obrigada a se ver como cordeiros diante de lobos que os atacam sem piedade.

Se a Polícia está de mãos atadas, quem deverá cumprir o dever de segurança social? talvez o cidadão individual munido de objeto que lhe assegure autodefesa?
Quantos questionamentos, não? e a única resposta que temos para tudo isto é que: continuamos vítimas dos soldados do crime; aqueles que são criados a longo prazo pela máquina de guerra criminosa chamada ESTADO!



Fonte da imagem: www.google.com.br - http://revistaalfa.abril.com.br -  (imagem distorcida intencionalmente. Medida tomada para fins de preservar  a imagem dos cidadãos em destaque).

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

História descomplicada - Brasil Império: primeiro reinado

O tema de hoje é voltado para o estudante. Eu ainda me encontro nesta condição, estudante, porém - já superei a árdua fase dos vestibulares e concursos que tanto nos atormenta e da prazer.
Recordo-me que num passado recente, apesar da minha facilidade com as matérias de humanas (principalmente história e filosofia) - havia uma parte que sempre me deixava com aquela duvida que surgia sempre naquela última questão de múltipla escolha, vocês já ficaram com esta duvida, não é?  (rs)

Pois é, tenho certeza que sim. E se tratando de Brasil Império - Primeiro reinado, Período regencial e Segundo reinado, diria que é até natural que o estudante sofra (no bom sentido) para compreender - afinal, em alguns concursos, a exemplo, os militares (EsPCEx (Escola Preparatória de cadetes do exército)e Esa (Escola de Sargentos das armas)) é cobrado um conhecimento muito profundo neste tema.

É claro, uma missão difícil que somente é conquistada com muita leitura atenta e uma memória saudável. Sem mais delongas, me condicionarei ao máximo para tentar explicar de maneira clara estes três períodos que serão postados em três publicações seguidas. Espero que meus métodos de resumos para melhor fixação do conteúdo sirvam de ajuda aos nobres vestibulandos e candidatos aos concursos militares. Alerto que este resumo poderá ser resumido ainda mais pelo leitor, até porque, a intenção deste é apenas exprimir/enxugar o extenso conteúdo proporcionando uma leitura rápida para melhor compreender os pontos mais importantes da história.




 BRASIL - PRIMEIRO REINADO

O INÍCIO

No início deste período, a primeira grande missão dada ao imperador Dom Pedro I foi a de consolidar a independência do Brasil.

- Quais razões motivaram o imperador? - Dado o rompimento do Brasil colônia com a metrópole de Portugal, a política nacional entrou em conflito. Em alguns Estados, esta separação foi tida como benéfica, já em outros, havia muita controvérsia e revolta.

O imperador para conter as ondas de protestos dos revoltosos insatisfeitos, contratou serviços de mercenários que agiram principalmente na região Norte e Nordeste do país, local onde havia grande predomínio de militares e comerciantes portugueses que controlavam o governo regional.

- Nota histórica: em todos os embates entre governo imperial e os revoltosos, as tropas mercenárias de Dom Pedro I saíram vitoriosas.


O RECONHECIMENTO

Nas demais nações latino-americanas, após o fim do processo de independência, todas, em comum, adotaram a República como sistema de governo. Já o Brasil, adotou a Monarquia e teve como seu representante legal um português.
Tal fato, fez com que as demais nações, inicialmente, resistissem em reconhecer o Brasil como país independente. Mas aos poucos esta contradição foi superada, e o primeiro país a reconhecer o Brasil como país independente foi os Estados Unidos da América (1824) seguido do México (1825).

- O que motivou os Estados Unidos a reconhecer a independência do Brasil? - é sabido o grande interesse que os EUA tinha na época em estender sua influência sobre o continente sul-americano e, além disso, na esfera política eles eram totalmente contrários ao colonialismo. Esta é a justificativa histórica.

Além dos países vizinhos sul-americanos, Portugal também não queria reconhecer a independência do Brasil. Foi preciso a interferência da Inglaterra para que os dois países chegassem a um acordo. E este acordo aconteceu, e como quase tudo na nossa história, regado de muita falcatrua. O Brasil teve que pagar o equivalente a 2 milhões de Libras esterlinas (moeda inglesa) para que Portugal pudesse reconhecer o título de país independente.

- Nota histórica: o Brasil não tinha condições financeiras de pagar tal quantia a Portugal, porém, a título de empréstimo da Inglaterra, o país comprou seu reconhecimento de Portugal e aumentou sua dívida externa. Após este feito, a Inglaterra também reconheceu a independência brasileira seguida de outros países europeus.


VANTAGENS ECONÔMICAS PARA OS ESTRANGEIROS

Uma das exigências feitas pela Inglaterra para reconhecer a independência do Brasil, foi fim do tráfico negreiro o mais rápido possível. No ano de 1826 o país assinou um tratado com os ingleses e, posteriormente, em 1831, foi decretada a lei que colocava em liberdade os escravos importados da África a partir daquela data.

- Nota histórica: esta lei não saiu do papel. Para agradar a coroa inglesa de outra forma, Dom Pedro buscou na economia mais uma vez a formula mágica de se conquistar uma nação soberana - renovou o Tratado de Comércio de 1810 (o mais importante deles, que estabelecia uma taxa de apenas 15% sobre a importação de produtos ingleses. Para avaliar o significado dessa medida, basta lembrar que a taxa de importação de produtos portugueses era de 16% e a de produtos de outras nações de 24%. Com esse tratado os ingleses praticamente eliminavam a concorrência no mercado brasileiro, dominando-o por completo por um bom tempo).

Outros países, porém, exigiram uma igualdade de tratamento  nas importações. Os benefícios tidos pela Inglaterra passaram a ser também gozados pela França, Bélgica, Áustria e Dinamarca.

- Consequências: em face das facilidades concedidas às importações, os europeus inundaram o mercado brasileiro com seus produtos, muitos deles, nem eram de utilidade para a realidade nacional.

- Consequências econômicas: durante todo o primeiro reinado, as importações superaram as exportações, gerando um grande déficit na balança comercial que sempre era restituída a custo de empréstimos junto aos bancos estrangeiros.


PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA

Antes da proclamação da independência, em 1922 foi convocada uma assembléia para elaborar a primeira constituição. Esta, porém, só veio a se instalar em 1823, dando início a partir desta data à elaboração do projeto constitucional.

- Nota histórica: esta assembleia constituinte foi composta pela maioria dos membros do Partido Brasileira, que representava e defendia os interesses dos grandes proprietários rurais. Conclusão: a elite brasileira é quem apoiaria e dirigiria o processo de independência.

- Características do projeto constitucional da assembléia de 1823:

  • Anticolonialismo: oposição contra os portugueses (militares e comerciantes) que desejavam a recolonização do país; os estrangeiros ficariam proibidos de assumir cargos públicos.
  • Antiabsolutismo: limitar o poder do imperador e valorizar o poder legislativo. (O imperador não teria poderes para dissolver o parlamento e as forças armadas).
  • Classismo: manter o poder político somente nas mãos da classe dos grandes proprietários rurais. (O projeto afirmava que o eleitor precisava ter uma renda mínima de 150 alqueires de mandioca anual. É a conhecida Constituição da Mandioca).

Atos do imperador:

 Revoltado com o projeto que limitava seus poderes, buscou apoio dos comerciantes e militares portugueses e decretou a dissolução da Assembléia de 1823. Políticos que reagiram foram presos ou exilados.


Dom Pedro outorga a primeira constituição Brasileira

Foram nomeados 10 brasileiros natos para elaborar a constituição. Apesar disso, tal constituição conferia poderes excessivos ao imperador, uma grande contradição histórica.


Principais característica da Constituição de 1824:

  • Poder judiciário: os magistrados (juízes) eram nomeados diretamente pelo imperador. A função do juiz era aplicar as leis e distribuir a justiça.
  • Poder legislativo: composto por senadores e deputados. O mandato de senador era vitalício, já o de deputado era válido por três anos. Ficavam encarregados de elaborar as leis do império.
  • Poder executivo: cargo do imperador que era exercido através dos seus ministros de estado,  que administravam e garantiam o cumprimento das leis.
  • Poder moderador: exclusivo do imperador. Este cargo estava acima dos demais, garantia ao imperador poderes absolutos de nomear autoridades e dissolver qualquer projeto que não gostasse.

Sistema eleitoral

Foi instituído o voto censitário, isto é, o direito eleitoral condicionado a certos níveis de renda. Conclusão: a maioria da população ficou afastada da vida política, pois rea necessário ter uma renda anual de, no mínimo, 100 mil-réis. 
Para ser candidato também era preciso ter determinada renda. Para senador: 800 mil-réis anual; deputado: 400 mil-réis anual.


A igreja católica

A religião católica foi declarada como a oficial do Brasil. Os membros da igreja se tornaram praticamente funcionários públicos, recebiam um ordenado da coroa e eram controlados pelo regime do padroado, o qual submetia a igreja ao controle político do imperador Dom Pedro I que tudo interferia.


CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR

O autoritarismo do imperador provocou grande revolta nos políticos de pensamento liberal. E foi justamente na região nordeste, liderada pela província de Pernambuco, que explodiu a maior resposta dos liberais contra o imperador. Estamos falando da Confederação do Equador.

O nordeste nesta época enfrentava uma grade crise provocada pela queda da exportação do açúcar. Não somente a classe pobre, mas também a classe dominante estavam sentido atingidos por tal crise.
Por um momento, vários setores da sociedade brasileira de uniram em torno das ideias contra à monarquia, apoiando a descentralização do poder, autonomia das províncias e o sistema republicano.

Objetivos da revolta

O pontapé inicial para a revolta foi dado através da nomeação de um novo presidente para a província de pernambuco, feita pelo imperador Dom Pedro I.
Tendo a revolta começado em Pernambuco, nas cidades de Olinda e Recife, cujo líder de maior destaque foi Manuel de Carvalho Pais de Andrade (presidente destituído pelo imperador) - logo o fogo revolucionário se espalhou para as províncias do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas.

O objetivo final das províncias rebeldes era fundar um novo Estado no nordeste, independente do governo imperial, cuja forma de governo seria a república federalista e teria como nome: Confederação do Equador.


O fim do movimento

Os líderes democráticos do movimento defendiam o fim do tráfico negreiro e a igualdade social para todos. Tais ideias espantaram os grandes proprietários de terras que temeram uma revolução popular, fato que ocasionou o seu afastamento culminando no enfraquecimento do movimento que não conseguiu resistir sem o apoio da elite, frente a resistência militar do imperador.


 Guerra da Cisplatina

Atual Uruguai e antiga Colônia de Sacramento, de fundação portuguesa e colonização espanhola - por acordos internacionais entre Portugal e Espanha, este território era  tido como pertencente a Espanha. Porém, em 1816, Dom João VI enviou tropas para Montevidéu e anexou o território ao Brasil, que passou a se chamar Província da Cisplatina.

Os moradores da antiga colônica de sacramento (Cisplatina) não aceitaram o domínio brasileiro. Apoiados pela Argentina, começou o movimento de libertação da Cisplatina. O apoio argentino levou o imperador a declarar guerra contra o país, o que gerou um grandes gastos ao Brasil.

Resultado da guerra

A Inglaterra mais uma vez com interesses econômicos na região, serviu como mediadora. O resultado foi desfavorável tanto para o Brasil quanto para a Argentina, pois a nenhum pertenceria a região - afirmando que no lugar seria criado um estado independente, um novo país: República oriental do Uruguai.

Para Dom Pedro I este fim foi ainda mais amargo. Se já não bastasse a derrota, sua imagem caiu em desgraça popular, tendo em vista os gastos investidos neste conflito que agravou ainda mais a crise econômica no país, que veio com toda força em 1829, quando foi decretada a falência do Banco do Brasil.


ABDICAÇÃO DO IMPERADOR

- Fatores políticos que colaboraram: 

O autoritarismo do imperador gerou desprestígio com tanto com a classe liberal quanto a dos moderados. (Dissolução da constituinte de 1823; imposição da constituição de 1824; violenta repressão a confederação do equador etc).

- Fatores econômicos:


  • Balança comercial desfavorável (maior importação e pouca exportação);
  • Divida externa com despesas militares;
  • Aumento do custo de vida para o povo.

ESTOPIM DA CRISE 

Com o assassinato do jornalista Líbero Badaró, líder da imprensa de oposição ao imperador, a impunidade do crime gerou uma onda de indignação nacional. O imperador viajou até Minas Gerais para tentar acalmar os ânimos da sociedade. Na capital Ouro Preto, várias faixas foram espalhadas em homenagem e luto pela morte do jornalista, manifestando ódio pela presença do imperador.

Em resposta a atitude mineira, no Rio de Janeiro, o partido português organizou uma festa de recepção ao querido imperador. Entretanto, políticos liberais resolveram acabar com esta festa. E foi na noite do dia 13 de Março de 1831 que irrompeu o episódio que envolveu manifestantes de grupos políticos rivais pelas ruas do RJ que ficou conhecido como: a Noite das Garrafadas (por causa da reação dos comerciantes portugueses, que arremessaram garrafas nos manifestantes).


O FIM

O imperador percebeu que a crise havia se tornado generalizada e não havia mais nada a se fazer para reconquistar a confiança do povo. E foi no dia 7 de abril de 1831, Dom Pedro I abdicou seu trono em favor do seu filho Pedro de Alcântara, que tinha apenas 5 anos de idade.

Em seguida, Dom Pedro I viajou para Portugal com a intenção de conquistar o trono português. A abdicação representou a derrota dos grupos absolutistas do Partido português e a vitória da oposição Liberal.

O desfecho foi previsível: com a abdicação do imperador, o poder do governo ficou nas mãos dos representantes da elite brasileira que de imediato expulsaram  os representantes das classes populares da cena política. Por esta razão, Teófilo Ottoni, líder liberal mineiro afirmou que: o dia 7 de abril de 1831 foi, para o povo, uma verdadeira jornada dos tolos! - pois a luta do povo serviu apenas para satisfazer os interesses dos ricos.












sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A luta pelo Direito: O Estado Brasileiro

Rudolf Von Ihering



"Cada Estado pune mais severamente aqueles crimes que mais ameaçam a sua própria condição de existência, enquanto ele permite que uma moderação exista em relação a outros crimes que, muitas vezes, apresentam um grande contraste em termos da severidade em comparação. Resumindo, a reação do sentimento de direito legal, de Estados e de indivíduos, é mais violenta quando eles se sentem ameaçados em condições de existência peculiares a eles." - Rudolf Von Ihering.

Trazendo estas colocações para a realidade Brasileira, compreendo que seja o Estado o nosso maior bandido atualmente e, quanto aos meros infratores, transgressores, marginais e meliantes da lei, são eles, os Soldados encarregados de assegurar o terror, o pânico, o caos social e acima de tudo: o individualismo popular, tido pela falta de um elemento maior, um alguém em quem acreditar (seja ele: o Estado, o seu próximo da sua comunidade, família, justiça, enfim).

E assim, a alegoria do Estado segue a sua encenação diária. A população clama por justiça e segurança, mas seu é grito disperso, longe de ser bradado de forma uníssona apelas gargantas que já estão semi esganadas e prontas para serem sufocadas pela corta estatal que os dependura lentamente, estrinchando o corpo sem vitalidade ou, a lâmina de uma faca de qualquer soldado do Estado em alguma esquina à espreita, pronto para dar o bote e levar consigo mais uma vida.

O show não pode parar. E a cada gota de sangue que escorre ao meio fio, o poderoso Estado surge como a esperança para todos os males. Mas que esperança é essa, sendo que o nosso grandioso ESTADO BRASILEIRO preferiu seguir seu curso como um Estado NÃO-IDEOLÓGICO?

E sentimos diariamente a falta de uma ideologia, sentimos diariamente essa mistura de culturas. Culturas? - não, existe a priori valores axiológicos que dão grau a uma cultura e certamente, o que há neste país foge à regra, subvertem os princípios que até ontem (talvez, se considerarmos o ontem à 100 anos atrás) - eram cumpridos pelo cidadão que, na falta de um ideal e que, na falta de um Estado forte, união-se como cidadãos e lutavam por melhorias imediatas por toda uma nação.

E porque esta luta que se deu ontem, não se faz mais hoje? será que os meios atuais são mais difíceis? - creio que a maior dificuldade atualmente é fazer-se reconhecer o valor de um cidadão, a grandeza de cada um, no seu íntimo individual compreendendo que: se unidos, cada um com suas qualidades, que importará os detalhes peculiares de cada geração ou de cada tribo, se assim quiser chamar, se a essência for tida por um fim salutar à pátria?

Resta-nos a esperança, mas não acomodados. Devemos ir a lutar, brandir a espada e desferir gradualmente os golpes no mal que nos afronta. Prontamente, antes de qualquer passo, devemos compreender as palavras de Rudolf Von Ihering que, certamente, nossos antepassados morais a tomaram por princípio: "A quantidade de energia com que se reage a uma lesão ao direito legal é, em meus olhos, uma forma certa de medir a importância que indivíduos, uma classe ou um povo realmente dão à lei em geral e a uma parte específica dela."

Quanto você tem se importado com as leis? Quais sacrifícios tem feito para manter-se moralmente íntegro, visando ser o exemplo àquele que padece de uma boa instrução e deveras, é o primeiro a ser açoitado pelo Estado opressor?

REFLITA, LUTE, UNA-SE!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Inovar o conceito de leitura ?



Bem, hoje venho agradecer a credibilidade que os caros leitores deram a este blog e gostaria de COMPARTILHAR o meu novo blog: http://otemplodareflexao.blogspot.com.br/

NÃO, o Brasil pátria nossa não chegou ao fim. Porém, ultimamente minhas inspirações para escrever tem partido mais para o campo reflexivo e poético e, sendo assim, resolvi criar um espaço destinado apenas para este gênero - até porque, o Brasil pátria nossa já é tradicionalmente do gênero político/histórico/social/filosófico.

No mais, espero que acessem e compartilhem "O templo da reflexão": http://otemplodareflexao.blogspot.com.br/  e tenham uma Ótima leitura!      

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Resumo filosófico - Nicolau Maquiavel

Nicolau Maquiavel inaugurou o pensamento da política moderna abordando-a independente das concepções cosmológicas (origem na Grécia) e teológicas (Idade média) do passado.
Na sua célebre obra (O Príncipe), convêm inicialmente analisarmos as circunstâncias que diferenciavam a chamada ação política, que, em primeiro momento, é representada pela ação do príncipe no contexto histórico de uma Itália dividida - portanto, o poder deveria ser conquistado e mantido a todo custo pelo príncipe justificando-se o poder absoluto. Posteriormente, seria possível a instalação de um governo republicano.

Apesar de todo mito que a história em conjunto com a péssima interpretação de seletos leitores deram ao livro, pejorativamente, "maquiavelismo" - é notável as ideias democráticas  que aparecem veladamente no capítulo IV quando Maquiavel discorre sobre a importância que um governador tem de adquirir apoio do povo - frisando que esta garantia é tão importante quanto ter o apoio dos grandes, que no geral, são ambiciosos e traiçoeiros (ideia d consenso).

As ações do príncipe no livro se pautam nas expressões virtu e fortuna, na qual a primeira significa à força, valor e a qualidade guerreira do príncipe, e não que ele seja virtuoso, bom e justo - conforme a moral cristã concebe como significação; mas sim, daquele príncipe capaz de perceber o jogo de forças políticas para agir com firmeza e com objetivo de atingir ao poder.

Já a segunda expressão, em sentido amplo, significa acumulo de riquezas implicando interpretarmo-nas pela teoria da roda da sorte, onde caberá ao príncipe se aproveitar das ocasiões oportunas. 

Trazendo esta ideia para o campo da moral, fica evidente que Nicolau Maquiavel discorda de que esta deva  orientar a ação política segundo as normas abstratas; mas sim, a partir do exame da situação específica, tendo em vista a função do resultado, já que é um fato compreendido de que toda ação política visa a sobrevivência de um grupo.

Conclusão: as ideias de Maquiavel na sua obra não se tratam de uma forma de "amoralismo", mas de uma nova forma de moralidade centrada em critérios de avaliação daquilo que é útil para o todo da comunidade. Se, para tanto, moral é o bem da comunidade, deve o príncipe manter-se no poder a todo custo para assegurar as conquistas; é esta razão que, no mais das vezes, o mal poderá ser legítimo em certas ações em prol do Estado.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

"O milagre das UPP's

Policial atento ao seu serviço.

A nova moda da mídia, ou seja, o que transmite a sensação do que é belo, moral e humano, é falar sobre o suposto sucesso garantido das UPP's (unidade de polícia pacificadora) nas comunidades carentes do Rio de janeiro.

Brasileiros, a questão é: essas UPP's não são a solução para "acabar/diminuir" o crime no RJ (haja vista que não existe nenhuma solução imediata e a curto prazo

 para o caos social daquele Estado). Os argumentos usados pelos políticos que afirmam que a população carente dos morros está mais segura com as upp's e que a repulsa popular pela polícia diminuiu consideravelmente por conta destas instalações, não passam de uma grande DEMAGOGIA!!!

Sabemos que a política de segurança pública do RJ está trabalhando intensamente neste momento para DISPERSAR/ESPALHAR a criminalidade para fins de conseguir um pequeno espaço vital para aplicarem os investimentos da copa do mundo - que como bem sabemos, tais interesses somente favorecem o GOVERNO FEDERAL e o GOVERNO DO ESTADO DO RJ.


Acreditar que a polícia carioca, vilã historicamente (como são tidos pela maioria dos moradores dos morros), passou a ser bem aceita pela população somente neste momento, é, no mínimo - esquecer do trabalho sério feito pela classe dos policiais que sempre honraram sua farda e buscaram sempre agir em prol da defesa da sociedade, fazer o bem sem olhar - desejando em troca apenas o reconhecimento por parte do Estado omisso e da população corrompida pelo meio social. Em conclusão deste trecho, afirmo: Não é a criação dessa unidade quem aproximou a polícia da população, mas sim, a mídia tendenciosa  que encontrou um meio de transmitir imagens de pessoas de bem apoiando a ação da polícia e simplesmente
. Nós sabemos que, apesar de tudo, sempre houve pessoas de bem no meio desse confronto incessante entre bem e mal, que estiveram ao lado da polícia, por menor que possa ser essa porcentagem.

Portanto, mais uma vez a mídia tenta nos transmitir uma falsa sensação de segurança, com fotos de policiais sendo usados como fantoches segurando crianças no colo, outros ajudando o garoto de pés descalços empinar uma pipa, enfim, O RIO DE JANEIRO "MUDOU" - A COMUNIDADE ESTÁ PACIFICADA E OS TRAFICANTES E AS FACÇÕES CRIMINOSAS "NÃO" MAIS CAUSAM PROBLEMAS.


Assim, da noite pro dia aconteceu o que podemos chamar de: O milagre das upp's - porém, quando a consciência do brasileiro voltar, caberá a pergunta: PARA ONDE FORAM OS CRIMINOSOS ? 

sábado, 28 de julho de 2012

Ideologia, Existencialismo e arte: Sociedade brasileira e a política




“O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior”. - Platão








A sociedade Brasileira viveu um longo período de terror. A república caíra nas mãos de tiranos.

Medo, opressão, censura e massacre!

Arrebatou nossa liberdade com armas, que se somente ferissem nossa carne - estaríamos libertos da nossa existência.

Entretanto, o disparo recebido nos matava aos poucos, feria nossa alma transpassando nosso ideal; alojava-se em nossa cultura!






Um graveto é fácil de ser quebrado; dez gravetos unidos, e a força para parti-los dobra; mil gravetos unidos - já não somos mais pedaços espalhados, temos raízes!







Como será o amanhã?
Como podemos nos calar, se em silêncio, nosso coração grita?
Amanhã há de ser outro dia!


Sem esmorecer, a juventude iluminou o negrume caminho que nos levaria à democratização política do país.

Provaram que para termos um país livre e justo, não podemos nos submeter aos mandos de algozes corruptos e perversos!


Fazendo da arte a principal forma de expressão ideológica  - os artistas do período militar brasileiro inflaram  toda uma nação com suas músicas, cujas letras exaltavam a liberdade e feriam o orgulho dos generais.



De fato, o Brasil passou por momentos difíceis naquela época - entretanto, no Brasil nunca houve exemplo maior de união popular em prol dos Direitos Humanos e demais valores sociais.


Será que a conquista política e social do passado ainda nos dá frutos neste cenário atual?

Seria este o momento adequado para nos unirmos novamente como cidadãos hasteando uma única bandeira em defesa da soberania nacional ?



Estamos certos de que são poucos os jovens que se preocupam hoje em dia com a política e com os direitos individuais e coletivos que formam uma grande nação - sendo assim, concluímos esta triste realidade com as palavras de Montesquieu: "NÃO É A NOVA GERAÇÃO QUE DEGENERA: ESTA NÃO SE PERDE SENÃO QUANDO OS HOMENS MADUROS JÁ ESTÃO CORROMPIDOS!"



quarta-feira, 20 de junho de 2012

Razões sociais para não legalizar as Drogas.


Tenho observado com grande desgosto o caminho que meu país (Brasil) tem tomado nos últimos tempos. Se já não bastasse a onda de corrupção que assola a política nacional e que enfraquece substancialmente as instituições vitais, bem como – Estado, Igreja, Partidos políticos e dentre outros; é com um olhar temeroso que me volto para as questões reivindicadas por uma massa de pessoas que vivem em uma sociedade imaginária, onde os problemas sociais de educação, violência e saúde pública parecem ser esquecidos ou omitidos por mero gozo coletivo.

Unidos por um falso ideal de liberdade, jovens de classe média/alta acreditam que a legalização das drogas, principalmente a maconha, resultaria em melhorias na sociedade. Partindo do princípio da autonomia de que todos teriam o direito de consumir seu cigarro de maconha sem serem incomodados pelas autoridades, eles supõem que o crime seria reduzido, ao passo que a descriminalização não mais implicaria em sanções contra os usuários e vendedores.

De fato, este é um pensamento irracional. E este seleto grupo de privilegiados não passa de pessoas individualistas que pensam que o mundo gira em torno do seu umbigo. Afirmar que a liberação de drogas é a solução para um dos grandes problemas que figuram na sociedade (violência e tráfico), é no mínimo - LOUCURA!
Esses jovens nasceram e foram criados em “berços de ouro” – tiveram e tem tudo do bom e do melhor. Deixando a parte os problemas familiares que todos nós temos, esses “revolucionários modernos” contaram e contam com o convívio afetivo de seus familiares, tiveram boa educação em casa, estudaram nos melhores colégios da cidade e teve as melhores companhias durante o período de sua formação moral.

Em contrapartida a isso, o jovem pobre da periferia nasceu sem saber quem é seu pai e teve uma infância marcada por severos casos de violência que afetam a sua comunidade e a sua casa – que deveria ser o seu porto seguro.
Ele não freqüentará a escola, pois é muito perigoso atravessar seu bairro e até mesmo permanecer dentro do ambiente escolar que, por conseqüência dos problemas sociais, se tornou um local de fácil aliciamento de novos membros para o crime organizado e tráfico de drogas.

Com muita sorte, essa criança irá crescer sem ter sido recrutada para fazer parte deste exército de jovens que perdem a sua liberdade e razão no florescer da sua vida. Entretanto, ao atingir determinada idade, ele terá que sair de casa para procurar um emprego e novamente os problemas de sua infância perdida o atormentará.
Não tendo freqüentado regularmente a escola e sendo morador de determinado bairro onde o índice de criminalidade é conhecido pela sociedade, ele não terá as portas do mercado de trabalho abertas – ele voltará para sua casa e encontrará sua mulher e seus filhos que choram de fome e uma mãe velha e doente em seu leito em um canto amontoado.

O desespero tomará conta desse cidadão – ele não terá escolha, ele irá se corromper!
De início, pode ser que ele compre uma arma na esquina de sua casa e comece a praticar assaltos em bairros distantes da sua moradia. Não tendo outra escolha, ele se assume nessa condição, um fora da lei criado pelo ESTADO!

Assim dizia Rousseau: “O homem nasce bom e a sociedade o corrompe” – de agora em diante ele faz parte do crime organizado, ele encontrou pessoas que também tiveram a infância marcada pelos mesmos problemas e que inicialmente não resistiram e se tornaram especialistas na arte do crime, e hoje - lideram as facções.

Consumo de drogas, tráfico de entorpecentes, assaltos, seqüestros e demais formas de terror que afetam diretamente a classe média honesta e trabalhadora será a forma que esse ser humano terá de “ganhar a sua vida”.
Tais ataques também atingem a classe média/alta, no entanto, eles não estão na linha de frente assim como o coitado do cidadão que trabalha duro diariamente no seu comércio e que esta inseguro nas ruas e àqueles que diariamente vão para o seu trabalho conduzindo seu veículo  e não sabe em qual esquina terá uma arma apontada para sua cabeça e a voz de assalto dada em seu ouvido - como um disparo que inicialmente acerta sua alma!

Aumentando-se o crime, aumenta-se o número de vítimas. E a respeito disso, cito o aglomerado de usuários de drogas que estão espalhados nos centros das cidades e nas comunidades carentes. São pessoas doentes que também foram vítimas da sociedade desigual e que se perderam em um caminho paralelo ao desses jovens que hoje são líderes e membros das facções criminosas que, no entanto, eles assemelham-se na história inicial de suas vidas e no fim certo que eles terão: Prisão, doenças mentais causadas pelo uso excessivo de drogas, doenças sexualmente transmissíveis e dos mais variados gêneros que estão diretamente ligados ao ambiente sujo das ruas e por fim, a morte precoce!

E é justamente desses viciados que mora nas ruas que o Estado inicialmente deveria amparar dado o momento atual que estamos. O que eles necessitam é de tratamento para se livrarem do vício do entorpecente, e não de Leis que liberem o uso das drogas; fato que motivaria essas pessoas a adquirirem e consumirem a droga ainda com mais facilidade e acima de tudo, colaboraria com o mercado ilegal dos traficantes de drogas.

Acredito que para resolvermos estes problemas que venho apresentando até então, devemos encará-los tendo em vista encaixa-los no princípio tridimensional de resolução, que seria: Reformas Sociais, Segurança Pública e Saúde Pública.
Para cada caso uma solução, sendo que as reformas sociais seriam as bases fundamentais para que o Brasil em longo prazo pudesse formar uma sociedade futura mais justa e menos criminosa!

Portanto, será que essas Marchas em prol da legalização das drogas são realmente o remédio para todos os males? – assumindo a liberdade para expressar minha opinião, digo NÃO!
E afirmo que as pessoas que partilham desse falso ideal confundem a Democracia com DEMAGOGIA – Liberdade com Libertinagem. Tenho certeza que em médio prazo a família desses jovens começará a sofrer (ou se já não sofrem) por conta dessa vida ilusória e sem princípios que sustentam para si.
Todos nós somos iguais e nascemos com as mesmas capacidades mentais, assim sendo, os efeitos causados pelo consumo de substâncias ilícitas não difere etnia, credo e condição financeira.
Quem hoje esta no buraco, amanhã poderá estar morto se não for resgatado por familiares ou órgãos competentes, e aqueles que estão de pé, sentindo o calor da sua juventude se misturar com uma dose psicotrópica que os motivam a gritar LIBERDADE – não será nesta vida que viverão livres.

”A força fez os primeiros escravos, a indolência destes perpetuou esse estado.” – cidadãos de bem, soltem as amarras e não fiquem omissos aos problemas sociais do país. Não aceite ser escravizado pelo Estado - LUTEM PELA VERDADE, IGUALDADE E JUSTIÇA!




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A religião no Brasil: realidade atual


AVANTE CAMARADAS.

Pergunto aos senhores(as): O que é Dogmatismo Religioso ?

Bem, a resposta é simples:
Apenas um Senso comum, no qual o dogma designa certezas não questionáveis (a priori) no dia-à-dia. O mundo pode mudar, mas o dogmatismo permanece invariável, resistindo ao Diálogo sobre os fatos que surgem em meio a uma sociedade que muda constantemente e, sendo assim, temem ao novo impondo suas regras Gerais aos crédulos em seus conceitos[...]     LEGAL!

Devemos ter fé e crer em uma força superior, mesmo que pela razão pura e aplicada, possamos não atingir as provas necessárias para crer em tal. Mas ao menos, tomar o princípio Cartesiano: "Penso, logo existo". A fé e a crença na força superior esta em um saber dedutivo em nosso âmago.
Portanto, NENHUMA RELIGIÃO TEM CAPACIDADE DE IMPOR LIMITES A QUALQUER SER HUMANO.
PADRES, PASTORES, PAIS DE SANTOS E QUAISQUER PESSOAS QUE SE INTITULEM LÍDERES RELIGIOSOS COM PODERES SUPERIORES AOS FIEIS, NÃO POSSUEM EM VERDADE, O DOM DE IMPOR REGRAS QUE JULGUEM CORRETAS, DE MANEIRA, PRENDENDO O SER IGNORANTE EM UM CICLO DEMAGÓGICO DEIXANDO-O ALIENADO.

HÁ UMA GRANDE DISTÂNCIA ENTRE: AUXILIAR NAS INTERPRETAÇÕES DE ESCRITURAS SAGRADAS A FIM DE LEVAR UM ESCLARECIMENTO AOS LEIGOS QUE NECESSITAM DE UMA PALAVRA QUE INSTRUA SEU CAMINHO NESTA VIDA E, SE AUTO DENOMINAR PROFETA OU QUALQUER SER LIGADO INTIMAMENTE COM DEUS.

CAMARADAS, SE SOMOS TODOS FILHOS DE DEUS, PORQUE DEVEMOS LEVAR EM CONSIDERAÇÃO O QUE CERTOS "LÍDERES" RELIGIOSOS TENTAM IMPOR A NÓS?

EU POSSO SIMPLESMENTE ME AJOELHAR EM CASA E PEDIR A PROTEÇÃO DIVINA AO INVÉS DE FREQUENTAR UM ESPAÇO QUE SE DIZ A CASA DO SENHOR E, EM VERDADE, APENAS USA ESSA FACHADA PARA EXTORQUIR O POBRE COITADO ILUDIDO.

Saibam usar a fé, não permita que nenhum homem nesta terra se conclame APOSTOLO, MISSIONÁRIO OU QUALQUER SERVIDOR DIRETO DE DEUS.
Somos todos homens e, se devemos crer na força divina, tenhamos a certeza: TODOS ESTAMOS AQUI A SERVIÇO DE DEUS.

Dízimo? isso não é obrigação. Nas escrituras sagradas, os profetas apenas recolhiam ofertas dos fieis porque precisavam desse dinheiro para peregrinarem mundo a fora levando às palavras de Jesus, o qual foi o maior filósofo que nos concerniu os maiores ensinamentos de valores morais que devemos seguir a risca para nos tornamos pessoas integras em família e em sociedade.

ESTA NA HORA DE ACABAR COM ESSA PALHAÇADA RELIGIOSA QUE ESTÃO FAZENDO POR AI. COMECEM A PENSAR MAIS E A COLOCAR EM PRÁTICA OS ENSINAMENTOS.
DE NADA ADIANTARÁ VOCÊ PENSAR SER BOM SE, SUAS AÇÕES DIZEREM O CONTRÁRIO.

DEUS NÃO ESTA EM UM TEMPLO RELIGIOSO. DEUS NÃO PRECISA DE DINHEIRO: ONIPRESENTE, ONISCIENTE E ONIPOTENTE... - E AINDA TENHO QUE OUVIR QUE HÁ HOMENS NESSA TERRA CAPAZES DE FAZER MILAGRES E VÊ-LOS TORNAREM A PALAVRA QUE, DEVERIA SERVIR APENAS DE INSTRUÇÃO FILOSÓFICA, EM MEIO DE SE ENRIQUECER AS CUSTAS DA IGNORÂNCIA DO POVO?

ABSURDO!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Falar sobre o Futuro?

Avante camaradas!
Poderia introduzir esse assunto por diversas maneiras e concluir com otimismo ou com um sensato pessimismo diante da Natureza Humana estar trilhando para um caminho obscuro.
Em teorias dos livros de filosofia, muitas vezes, cheguei a crer que o Jusnaturalismo (ou Direito Positivo) de uma sociedade fosse um meio viável para justificar a evolução do ser humano, talvez ao menos tentar explicar que todos nós por natureza estamos cientes da maneira que devemos ser para tornarmos cidadãos de bem e trabalhar em prol de um meio social melhor; contudo, Maquiavel estava certo:"Os fins justificam os meios"

O meio em que a pessoa nasce(família, bairro onde viveu e resumo: seu local de criação) o corrompe de tal maneira que sua natureza o faz ser um monstro para os demais da sociedade, O que Hobbes chamou de: LEVIATÃ!

De fato, meus amigos, tudo se associa ao presente, passado e futuro, sendo assim, o que hoje mudou?
Hoje foi igual ontem,
Ontem foi igual hoje
E o amanhã?
Será igual ao dia anterior: ONTEM!

Para muitos, isso pode ser uma visão pessimista da minha parte, contudo, o caminho que as pessoas estão tomando me fez pensar que o Futuro não faz mais parte da nossa geração, tudo se perde, nada é valorizado: Natureza, Direito Negativo, Moral, Ética e demais que deveriam fazer parte do núcleo de cada um.

Para não me aprofundar muito, presumo eu que, com esse "Exórdio" feito em menção ao Tema, os senhores(as) poderão buscar uma AUTO-INTERPRETAÇÃO melhor dentro da Obra Poética de minha autoria e que postarei logo abaixo.
Nela procurei exprimir a atual situação de pessoas como eu, que enxergam essa "doença" da nossa sociedade(que afeta as pessoas em sua grande maioria) e que muitas vezes, nada podemos fazer.

Sabemos o que é certo, queremos o certo, mas.. Como mudar o presente e enfim, olhar para o negrume horizonte ver tudo se tingir da cor: Esperança?

Pensem nisso, reflitam!



O dom de enxergar

Que mal me faz caminhar,
Por sorte as pernas da juventude
ainda me carregam,
Elas não me causam dor.

Minha visão,
meu mundo em cores e fatos,
Te vejo à distância de um passo,
estou tão perto,
Porque não sou visto?

O Levitã é real,
que bem posso fazer?
Vejo e vejo,
E por falta de um olhar,
não tenho escolha,
Vejo e sigo (...)

O dom de enxergar
cegou minhas esperanças,
os dias passam como ontem,
amanhecem como hoje
e renascem: Sem Futuro!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

É TEMPO DE POESIA - Expressar através da Escrita!

Saudações amigos(as),


A quanto tempo não posto para vocês, não é mesmo?
De fato, me perdi com o tempo graças as minhas ocupações diárias, o blog acabou ficando em segundo plano, quem sabe, em ultimo plano (rs). Contudo, já era tempo de voltar; resolvi "re-começar" com algo que pouco é privilegiado nos dias de hoje, seja por falta de inspiração para criar ou por simples falta de cultura; estou falando da Poesia!


Bem, a poesia nada mais é do que o Fruto da necessidade de comunicação entre as pessoas; de origem remota das sociedades da Antiguidade, tem ponto de partida junto com o nascer da Música, Dança e o Teatro.

Quais meios viáveis de se grafar um fato ocorrido em seu bairro, vida intima, mundo - se não, escrevendo-o com sua razão? Usar os artifícios íntimos para criar a Arte de se expressar pela escrita com intuito de mostrar ao próximo o que você sente/pensa se tornou quase impraticável nos dias de hoje, resumindo-se no passado que se faz glorioso em sua essência literária/poética em meio a riqueza das obras de autores consagrados.


Poucos se dedicam a ação interpretativa dessas obras, cabendo apenas aos vestibulares atuais que exigem que os alunos dediquem-se em obras literárias específicas para poderem realizarem uma parte do conteúdo da matéria de português; ou seja, mais uma vez a cultura de expressão se limita a uma simples tentativa forçada de expor a Arte, sendo assim, poucas pessoas levarão isso para si após estudarem e conseguirem seus objetivos.


Você gosta de falar bem? a arte retórica, o que entendemos sobre isso? (rs) pois é, sem muitas aprofundações, caros leitores - eu faço votos de que o público que acessa a página goste de poesia, afinal: Pensar é Poesia, Falar é Poesia!


Nesse post eu trabalho a tese da expressão através da poesia/poema, mas o fator: Escrever, não tem limites!
Pense e escreva, em linhas simétricas ou não, seja qual for a sua escrita - Escreva, pense e leia, podemos achar que nos conhecemos, mas garanto a vocês, a partir do momento que se interpretarem após a leitura de uma obra escrita por você ou por outra pessoa cujo conteúdo exposto no texto se assemelhe a você de certa forma, a realidade passará a se transformar: EVOLUÇÃO INTELECTUAL!



Nosso caminho se torna mais fácil quando escrevemos o que desejamos encontrar!





Compilações existenciais

Te vejo,
tão distante quanto vazia,
efíngie sem valor,
mulher de passos longos

Fatal aos olhos pérfidos
que saciam da carne,
sem amor - sem ideal,
Sorte em comum

Sutil como dinheiro,
vale ouro em hora certa,
avareza senhorial,
Sem fragrância - Sem essência

De certa forma é conduzida,
não conduz - apenas seduz,
inibe a cólera voraz,
Se arruma e sai [...]

Flutua em nuvens negras,
brancas como sua roupa
ortodoxa do senado romano,
Apunhala e sente prazer

De fato é social,
sistema emocional? diria,
irracional, pureza do mal,
Teus olhos enxergam bem

A ti nada vale - e poderia ?
Por quanto vende sua honra?
Se faz assim - sem pudor,
Muito prazer - Sub MULHER!

Por: COMTE.